segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Consumismo

Consumista compulsivo é um indivíduo, que procura a sua realização pessoal através do consumo exacerbado de bens, produtos e serviços. É uma vítima dos media, embora nem sempre tenha consciência disso. Está sempre infeliz. Ao comprar tudo o que vê, a vontade de comprar, em vez diminuir como seria de esperar, aumenta ainda mais. Se não tem recursos para comprar, fica revoltado, depressivo e pode se tornar um perigo para a sociedade.
A compulsão consumista é uma doença e precisa ser curada, para que o indivíduo reencontre o verdadeiro caminho da felicidade.







Ingrid Andrade n° 24
2°EM 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ter para Ser, ou Ser para Ter?

Todas as pessoas precisam consumir a fim de satisfazer suas necessidades básicas para a sobrevivência. O consumo apresenta-se como atividade natural e saudável, quando praticada de forma consciente e dentro do necessário, sendo assim indispensável. Até então, nenhuma novidade. O fato é que esta aquisição de bens vem, de longa data, sendo feita de maneira desenfreada pelos diversos segmentos da sociedade a ponto de abalar as estruturas financeiras das pessoas.
O sujeito, tentando se estruturar como um ser completo, mesmo que momentaneamente, usa o recurso das compras para aliviar seus conflitos. Tal comportamento desvirtua o pensamento do indivíduo que se confunde com as noções de ter e ser. Desta forma, percebe-se uma banalização da experiência humana que vem se caracterizar, dentre outras formas de atuação, pelo comportamento consumista irracional. Acredita-se que quanto menos o sujeito se percebe como tal, não se estruturando na base do ser, mais ele precisa ter, comprar, sentir-se dono de algo concreto, palpável, então menos ele consegue ser, transformando essa questão em um círculo vicioso.
O ser humano, eterno insatisfeito por excelência, apresenta-se sempre com uma vontade a ser saciada, enquanto isso não acontece, o descontentamento é inevitável, então, quando o desejo é satisfeito, a vontade cessa por pouco tempo dando lugar a uma outra vontade. Dessa maneira o sujeito tende a uma satisfação superficial e imediata de seus conflitos interiores que se apresentam sintomaticamente através do consumismo. Quando o indivíduo é consciente desta dinâmica, mas não consegue viver de outra forma, acredita-se que o seu desconforto seja bem maior.
Aos olhos da Psicanálise a pessoa apresenta-se como sujeito desejante e cheio de necessidades originadas das mais diversas etapas da vida, muitas derivadas de experiências da primeira infância. O ato de comprar, para a maioria, aparece mexendo com os sentimentos de gratificação e proteção que remetem a esta etapa inicial da vida da criança.
De forma simplificada pode-se explicar da seguinte maneira: Sabe-se que o recém-nascido obtém satisfação de suas necessidades através dos cuidados de sua mãe, ou de quem desempenha esse papel. Tal atividade garante a formação das primeiras relações sociais da pessoa com o mundo. O bebê tem sensação de completude quando vivencia esse momento de forma satisfatória com sua mãe.
Nessa mesma fase do desenvolvimento da criança (0 a 02 anos de idade) ela tende a incorporar e possuir os objetos que a cercam, ou seja, tende a levar tudo o que vê à boca, na tentativa de conhecer esses objetos. As pessoas que não passaram bem por essa fase, ficando fixadas nela, possivelmente, desenvolvem comportamentos consumistas, comprando muito na tentativa inconsciente de adquirir mais e mais objetos independente de sua utilidade prática. Pode-se referir-se ainda, nesse mesmo contexto, àqueles que comem demais, bebem demais, fumam demais ou tudo isso ao mesmo tempo.
Entretanto, é perceptível a manipulação que o marketing realiza com seus apelos fascinantes em cima da fragilidade humana. Este instrumento de persuasão e sedução é utilizado em larga escala, potencializando uma necessidade que o indivíduo já possui, podendo causar interferência na capacidade de distinção entre o que se deve e o que não se deve ser comprado. Incide exatamente em cima das noções de necessidade e desejo que conjuntamente às questões psicológicas já mencionadas atinge um resultado imensurável.
Quando o comportamento consumista e a concomitante fusão do ser e do ter incomodam de forma significativa, implicando na diminuição da qualidade de vida, é recomendada uma psicoterapia. Principalmente quando a pessoa nunca consegue se perceber satisfeita a não ser pela via da posse de algo. O consumismo realmente descontrolado, que ocorre mesmo independente das possibilidades econômicas da pessoa, pode evidenciar um comprometimento psíquico de maior relevância, ou um simples descontrole emocional momentâneo.
É importante ressaltar, contudo, que nem todo comportamento consumista é fruto de uma psicopatologia. Muitos convivem harmoniosamente com o seu desespero aquisitivo, evidenciando que essa é sua forma de estar no mundo e que isso não os incomodam em nada.
Também é interessante apontar que mesmo diante de uma sociedade basicamente consumista, muitas pessoas vivem sem se sentirem fascinadas ou mesmo hipnotizadas por vitrines extremamente bem elaboradas e promoções dos mais diversos tipos. Naturalmente, compram o que necessitam, sem depender desse procedimento para se sentirem felizes e realizadas. 

Lizandra Salviatti nº 30

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Consumismo e Inadimplência


O consumismo é algo rotineiro, presente no nosso dia a dia, quem nunca comprou algo por impulso, um DVD, relógio, qualquer aparelho eletrônico ou roupas? Para o consumismo devemos levar em consideração produtos que não tenham necessidade, diferenciando, assim do consumo, afinal, consumo é a compra de qualquer produto, desde um chiclete, até um carro.

O que não falta em nosso cotidiano é ver pessoas desesperadas, pessoas que comprometem o salário em dívidas, porque compram parcelado achando que o final do mês nunca chega, mas está logo aí, batendo na porta, ocorrendo assim, a inadimplência.


Um dos casos mais comuns de inadimplência está na compra de um veículo, onde o cliente paga, por exemplo, em 48 parcelas por volta de 35% a mais do valor do carro adquirido.


Por sua vez, a inadimplência provoca no endividado o constrangimento de ver o seu nome sujo na praça, a restrição de crédito, ações judiciais, e o pior de tudo, a dificuldade de quitação, já que com o passar dos meses, o endividado paga os juros dos juros, estando assim na famosa “bola de neve”.

A melhor alternativa para não se endividar é procurar descontos, mas claro, não comprar dez peças em desconto de uma só vez, senão vira consumismo, alertas são feitas pelos bancos, pedindo para que os clientes não comprometam mais de 30% do salário no cartão de crédito ou em formas parceladas de pagamento, embora, convenhamos, é difícil dependendo da sua renda mensal.


Fernando Augusto, n°17

2° EM

Pai eu quero! Compra para mim? Você já deve ter presenciado, ouvido falar ou até mesmo participado da clássica cena do filho que chora desesperado, esperneia e se joga no chão do supermercado matando os pais de vergonha só porque seus desejos de consumo não foram atendidos. Talvez você vá dizer: “tudo culpa da tevê e da publicidade”. Não tiro sua razão, em parte isso é verdade, realmente influenciam os hábitos de consumo das crianças, tanto que no Brasil, se estuda a possibilidade de acabar com a publicidade voltada ao público infanto-juvenil, conforme já acontece em outros países. Mas, convenhamos, a culpa não é só da tevê, da mídia ou da publicidade. Outro elemento tão cruel quanto esses primeiros somos nós mesmos. Sim: você, eu e muitos outros pais possuímos uma parcela considerável de “culpa” na formação dos hábitos de consumo dos nossos filhos. Dentro das possibilidades de cada família, procuramos proporcionar o melhor em termos de conforto, segurança, saúde, educação e lazer aos nossos tesouros não é verdade? Neste contexto, involuntariamente ou não confundimos necessidade com desejo. Começo fazendo uma autocrítica e convido você a fazer o mesmo. Não sou do tipo “consumidor 100% consciente”, que só compra o que precisa e quando pode. Mas depois do episódio que vou contar a seguir, passei a tratar o cartão de crédito com mais carinho. Certa ocasião, voltando de São Paulo para Floripa, enquanto dava um tempo no aeroporto, resolvi comprar uns mimos para a esposa e para o filhote, que na época estava com cinco ou seis meses de idade. Entre tantos presentes mais em conta (se é que existe algo “mais em conta” em aeroporto) resolvi levar um bicho de pelúcia. O Pato, amigo do Pocoyo, personagem de desenho animado que ele adora até hoje. Você deve conhecer. Muito lindo, com enchimento antialérgico, pelúcia lavável, ótimo acabamento e caro, bem caro. Mas se é pelo sorriso do filhote, tá valendo. “Pra presente, por favor,” falei ao vendedor e saí da loja feliz com mais aquela bagagem de mão. Estava ansioso para ver a reação do pequeno. Cheguei por volta da 22h e minha esposa o segurou acordado para receber o presente. Entreguei a ele, ajudamos a rasgar o papel que embrulhava, ajudamos abrir a caixa e… Surpresa: jogou o bicho de lado, se encantou com a caixa colorida decorada de personagens do desenho. Não que tenha me magoado (ok, só um pouquinho), mas o episódio serviu para que eu percebesse que precisava ponderar melhor os presentes fora de hora que iria comprar para o filhote dali em diante. Já cometi outros excessos consumistas, mas vou omitir para preservar minha imagem na tentativa de servir como exemplo de consumidor consciente. Conversando com alguns amigos sobre essa equação (pais x consumo x filhos), percebi que eventualmente (ou quase sempre) procuramos proporcionar aos nossos filhotes algo que compense um desejo da nossa infância, outras vezes que amenize alguma necessidade que tivemos nessa mesma época, noutros casos é só status, aceitação no grupo social, admiração de pessoas que nem conhecemos, entre outras cocitas más. Por outro lado, as crianças são alvo nas campanhas maciças de publicidade porque, ou já são consumidores diretos, como no caso de adolescentes, ou possuem um poder enorme de influenciar a decisão de compras dos pais. Esse ciclo vicioso: “pais influenciam filhos que influenciam pais”, tende a caracterizar o perfil de consumo das crianças. Ou seja, a “culpa” é da tevê, do rádio, das mídias, das redes sociais, da internet, do marketing, da publicidade, mas é dos pais também.
A missão é difícil, mas é possível reverter tal situação. Proteger um filho o tempo todo das frustrações compensando com bens materiais causa inversão de valores e não proporciona a oportunidade que ele precisa para aprender que preço é o que se vê na vitrine e valor, é o que se têm no amigo, por exemplo. Cedo ou tarde a vida se encarrega de apresentar a conta, e aí, independentes, talvez a gente já não esteja assim tão perto para protegê-los. Legal é tentar o equilíbrio nessa relação para que consumo não se confunda com consumismo, necessidade com desejo, e valor com preço. Lembra? A gente os influencia e eles influenciam a gente.
Evelyn Oliveira n°13

consumismo

O consumismo é uma compulsão que leva o indivíduo a comprar de forma ilimitada e sem necessidade bens, mercadorias e serviços.
O consumista não age como o consumidor, que compra as mercadorias e os serviços de que necessita para sua existência, já aquele está sempre atravessando as fronteiras da necessidade.
O resultado dessa atitude impulsiva é geralmente o endividamento crescente, então o indivíduo assume uma sobrecarga de trabalho, na tentativa de eliminar as dívidas, conseqüentemente é submetido a um regime de exploração no trabalho, novamente se vê emocionalmente frágil e se torna propenso de novo ao consumismo feroz. Como se percebe, cria-se um círculo vicioso, do qual somente com muito esforço e um eficaz tratamento terapêutico o sujeito pode se libertar.
Além do mais, o acúmulo cada vez maior de supérfluos leva nossa sociedade a uma deterioração dos hábitos e dos valores, pois as pessoas se tornam gradualmente escravas do materialismo, em detrimento do caráter espiritual da vida.
O consumismo é típico das sociedades capitalistas e é estimulado pelas campanhas publicitárias vinculadas, principalmente na TV, cinema e meios de comunicação (revistas, jornais, rádios).
Em alguns casos o consumismo pode se tornar uma doença (espécie de vício). Neste caso, a pessoa consumista só consegue obter prazer na vida ao comprar coisas. Em situações como esta, é necessário um tratamento profissional de um psicólogo.
É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos são consumistas. Pessoas com bom poder aquisitivo que não sacrificam suas vidas para ir às compras não são necessariamente consumistas compulsivas.

Lucas diniz N°31